OPINIÃO: A crise chegou ao esporte. Quais são as nossas alternativas?

Por Márcio Miranda*

Os eventos de Mixed Martial Arts e lutas profissionais (MMA, Muaythai, Boxe, etc…) em geral são muito importantes, pois movimentam a economia local, os atletas precisam se preparar e tem custos para isso

E são muitos profissionais envolvidos no show de lutas. Eventos precisam contratar seguranças, som, luz, annoucer, ring girls, mídia, filmagem , gráficas, locar ginásio, imprimir ingressos, pulseiras, etc. Enfim, um evento movimenta muitos trabalhadores e uma grande parcela da economia local, mas o poder público não quer enxergar isso definitivamente, principalmente na capital do Rio Grande do Sul.

No interior do Estado,  ainda existe apoio de alguns governos municipais para a promoção do esporte da cidade e dos atletas locais. E esse apoio  sempre é recompensado com um grande público.

Já a iniciativa privada ainda enxerga o MMA como um esporte a se afirmar, ou até mesmo desconhecem a capacidade e o alcance do esporte, apesar da mídia até em TV aberta que o UFC – maior evento de MMA do planeta – tem. Infelizmente, os departamentos de marketing das grandes empresas continuam apoiando o futebol, porque vende chuteira e camiseta, já o MMA parece não ser tão interessante.

A mídia oferecida por um evento de MMA é imensa, com valor muitas vezes maior que a cota de apoio sugerida. Mesmo assim, é complicado e só conseguimos apoios com a indicação de alguém que simpatiza com o esporte de lutas. Por outro lado, também estamos cada vez mais desunidos no Rio Grande do Sul e nossos ídolos locais são os mesmos de 5 a 10 anos atrás. Temos boicotes e brigas desnecessárias entre líderes, atletas e equipes, diferente de outros estados onde, se tem algum atleta no TUF, por exemplo, todos se unem para treinar e ajudar aquele representante local. Já aqui, torcem para que o colega se de mal e ainda tiram onda nas redes sociais por pura inveja, fatos que só atrasam nosso esporte. E o futuro, não sei se será dos melhores, pois a crise financeira do país também é preocupante.

Espero um dia termos o apoio com seriedade do poder público, para que não façamos eventos contando com verbas de Prefeituras, por exemplo, e poucos dias antes levianamente sejam cortadas, depois de tudo contratado, assim fazendo com que o promotor dependa de patrocínios míseros e de bilheteria. Talvez um dia possamos contar com patrocinadores com visão e que apoiem verdadeiramente o esporte.

Mas nos resta trabalhar e com certeza um dia seremos reconhecidos pelo nosso esforço.

*Líder da Elite Thai MMA Team e promotor do evento X-Fest

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