UFC 189: se soubessem o que houve, ficariam enojados

Resultado da armação

Fato comprovado: Chad Mendes VENDEU a luta contra Conor McGregor.

O que está exposto abaixo é a leitura dos fatos, e tenho certeza de que Gunther Schweitzer, diretor da ESPN Brasil, está investigando a acusação de que o UFC manipulou a luta entre Mendes e McGregor, para que o irlandês, seu queridinho do momento ($$$), vencesse.

A explicação é bem clara e detalhada, para deixar nítida a verdade dos fatos para aqueles que insistem em ser inocentes diante da realidade do esporte.

Desde 2012, Dana White e os irmãos Fertitta estão concentrados em ampliar seus tentáculos para muito além dos Estados Unidos.

E qual foi um dos principais focos dos empresários americanos? A Europa.

Dana, o conspirador

Em 2013, Conor McGregor estreou. E aí o UFC descobriu que o irlandês era o ator perfeito: um falador inveterado, presepeiro, o novo Chael Sonnen. Diante dos fracos números de audiência e de pay-per-views, o bobo-da-corte começou a ganhar lutas fáceis, para parecer arrasador e enganar os bobos inocentes na frente da TV.

Grana White deu muita sorte, e McGregor ganhou desses lutadores fracos, falou um monte e conseguiu o que queria: uma luta contra o campeão José Aldo. Só que Aldo faria Conor parecer um amador no octógono, então o UFC fez questão de investir muito dinheiro na história, pra criar as condições para uma vitória do irlandês que não sabe nada de luta.

Por que Grana White deixou McGregor roubar o cinturão de Aldo numa entrevista coletiva? Será que se fosse um brasileiro que tentasse fazer o mesmo com o cinturão de um americano ele deixaria? Era capaz de demitir o nosso brazuca…

Para piorar, o complô ficou ainda mais claro quando a Reebok entrou na história. Além de colocar o irlandês como grande nome da apresentação dos novos uniformes do UFC, no início do mês, CONFECCIONOU UMA CAMISA DE CAMPEÃO pra McGregor!

E ele nem tinha lutado ainda! Por sorte, jornalistas descobriram a armação. Mas logo jogaram panos quentes dizendo que foi uma “falha” da Reebok. Até parece que eles cometeram outras falhas nessas camisas do UFC

Pra Reebok, Conor já era campeão

Aí, então, veio a lesão de José Aldo. E o que Grana White fez? Forçou a barra na imprensa para obrigar o brasileiro a lutar.

Chegou a divulgar um laudo médico que dizia que a fratura na costela era uma lesão simples – quando vários médicos afirmavam que era fratura. E por quê? Porque, com Aldo contundido, talvez o queridinho pudesse ganhar.

Mas o brasileiro é honrado, e deixou claro que não participaria daquela patacoada.

Chad Mendes topou enfrentar o queridinho. Na luta, ficou claro o porquê. Alguém lembra qual foi a “previsão” de McGregor?

Nocaute técnico no 2º round. Aí Mendes tá dando um vareio e, de repente, faltando poucos segundos pra terminar o tal 2º round que Conor tinha falado, ele deixa o irlandês levantar e baixa a guarda.

Toma um soquinho e cai. Ora, o Chad que aguentou tanto soco de Aldo por cinco rounds vai cair com um direto daquele magrelo?

Queridinho foi o 1º a entrar com música ao vivo na história do evento

O juiz Herb Dean — o mesmo daquela luta entre Chris Weidman eAnderson Silva em que o brasileiro “estranhamente” fica brincando sem motivo e dando a cara pra ser nocauteado — ajuda e encerra logo a luta (por mais que Mendes estivesse lúcido e defendendo o rosto com as mãos), pra não correr o risco de o round acabar e o “mito” irlandês não cumprir sua “profecia”.

A realização da promessa de McGregor, aliás, vai render muito dinheiro ao UFC, pra luta de unificação dos cinturões contra José Aldo. Se Mendes vencesse, ele ia fazer a terceira luta contra Aldo, sendo que já perdeu duas e ninguém se interessaria.

E por que Aldo nem foi pra Las Vegas ver Conor lutar? Foi um sinal de que ele não participaria daquela grande armação.

E quem estava lá pertinho do octógono? Chris Weidman e Vitor Belfort, que fizeram aquela luta estranhíssima dois meses atrás, depois de o UFC proibir o TRT pra diminuir as chances de Belfort ganhar. E adivinha quem foi o árbitro daquela luta? Herb Dean. Coincidência?

Está tudo aí. Só não vê quem não quer!

[Modo Irônico desligado]

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Torcida empolgada com o evento

Teorias da conspiração são extremamente sedutoras. Seduzem porque dão aos seus defensores a chance de serem os porta-vozes daquela história que supostamente ninguém mais sabe.

Seduzem porque trazem consigo a demonstração de que todo mundo é inocente. E seduzem, sobretudo, porque pra muita gente é muito mais fácil encontrar uma explicação mirabolante para aquilo que você não queria que acontecesse.

É bem mais fácil dizer que uma partida ou luta foi comprada do que admitir que o cara para quem você não torcia venceu.

Ontem, alertado por um colega, acompanhei a hashtag #UFC189 no Twitter durante a madrugada.

Impressionante: gente do mundo todo comentava o evento, que teve seguramente o melhor card principal da história do UFC, e só brasileiros falavam em marmelada na luta principal e numa armação descarada pra fazer Conor vencer.

Podemos ver isso de duas maneiras:

A) O torcedor brasileiro é o mais inteligente e politizado do mundo, capaz de encontrar detalhes de conspirações internacionais em eventos esportivos;

B) O torcedor brasileiro, diante da absoluta falta de cultura esportiva, recorre constantemente a malabarismos argumentativos para explicar derrotas de brasileiros — ou, no caso de McGregor, vitórias de “antibrasileiros”

Sem sequer pensar muito, enumero aqui pra vocês algumas das teorias da conspiração criadas para explicar derrotas do Brasil no esporte: Brasil vendeu a Copa de 1998 para sediar a de 2014; Rubens Barrichello e o sequestro da cachorrinha Lulu (saiu até em livro!); Júnior Cigano vendeu a segunda luta para Cain Velasquez; Anderson Silva entregou a primeira luta para Chris Weidman; Neymar vendeu a Copa de 2014 para a Fifa e fingiu lesão na coluna; e, mais recentemente, FBI descobriu que o 7 a 1 da Alemanha sobre o Brasil foi um resultado armado.

Direto de canhota decidindo

Conhecendo o histórico do torcedor brasileiro, não era difícil esperar este tipo de reação à vitória de McGregor – que tem se notabilizado por antagonizar José Aldo da maneira mais midiática possível. O que me surpreende é a capacidade do fã brasileiro de fazer um verdadeiro Tetrisde argumentos:

O UFC é uma organização esportiva que visa lucrar com seu negócio + Conor McGregor é midiático e sabe se vender + McGregor campeão renderia mais dinheiro + Chad Mendes tinha tudo pra vencer e perdeu = SÓ PODE SER ARMAÇÃO.

O melhor da tentativa de enquadrar a luta de ontem como armação é a vontade que muitos têm de negar fatos que estavam visíveis na luta e aceitar como verdades suposições que dificilmente se justificariam.

Ainda na metade do primeiro round, quando Mendes conseguiu a segunda queda sobre McGregor, sinalizei no Twitter que, embora o americano já tivesse deixado Conor bastante exposto em seu wrestling defensivo, já respirava pesado, o que poderia lhe custar a luta nos rounds seguintes.

Tal previsão não tinha nada de genial da minha parte: era apenas a percepção de algo que estava nítido na luta e que encontrava origem em dois fatores: a entrada tardia de Chad como adversário de McGregor — ele ficou de stand-by para substituir Aldo apenas 16 dias antes — e as ponteiras e chutes giratórios aplicados por Conor no abdômen de Chad, o que, sabemos, mina muito fortemente o cardio.

Conor trabalhando a linha de cintura

Além disso, o jogo de Mendes, baseado na isometria, também cansa bastante. Os ingredientes para a exaustão já estavam à mesa ainda no terceiro minuto de combate.

Portanto, é inaceitável o argumento de que Chad “do nada” cansa no fim do segundo round. Dizer isso é maldade ou distração. E eu prefiro achar que os colegas que defenderam essa versão estavam distraídos pela torcida contra o irlandês.

Reassisti a luta para embasar melhor minhas suspeitas, e as confirmei: após derrubar McGregor aos 55 segundos do segundo round, Mendes passa os primeiros 40 segundos de controle no chão basicamente descansando.

Nestes dois terços de minuto, o americano desfere só dois golpes entre uma respirada funda e a outra.

Revendo o combate, fica ainda mais claro quão duro é o queixo de Conor: o irlandês leva vários golpes fortes no primeiro round e um overhand certeiro pouco antes de nocautear.

O fim

Agora, eu pergunto aos que acham que todo mundo é inocente: quem vende uma luta arrisca que o “seu” lutador leve mais de 10 golpes que poderiam tranquilamente nocauteá-lo?

McGregor vs Mendes foi uma das grandes lutas da história do UFC, muito mais por seu contexto do que pela ação em si.

O Ultimate, que já perdeu inúmeras oportunidades de fazer grandes lutas — seja por lesões graves, por doping ou por mera perda de timing —, agora conseguiu um gancho sensacional para um duelo histórico, que vai reunir o seu maior lutador na atualidade e um desafiante que evolui rápido e mostra força mental tanto para tirar o adversário do sério quanto para superar adversidades.

Há tudo de esportivo e nada de armação nisso.

Só não vê quem não quer.

Fonte: Sexto Round

O Nas Grades concorda em gênero, número e grau com o texto acima.

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