No início desta semana, surgiu em fóruns de MMA a história de que o lutador passou por dificuldades, correu risco de morte tirando peso, que treinou e lutou com equipamento emprestado. Não chegou a ser tão dramática a situação dele, mas também não foi fácil.
Segue abaixo o relato do agente, que explicou que Lineker teve problemas de comunicação, como “adotou” o lutador, por que ele não conseguiu bater o peso e como ele fez com que John recebesse o prêmio de US$ 65 mil de melhor luta da noite.
Cheguei lá e o pessoal do UFC estava alvoroçado, pois ele não conseguia se comunicar, não conseguia falar nada com ninguém. Então eu peguei o menino e abracei ele, eu, o Murilo Bustamante e o Toquinho.
Ele é muito gente boa, um doce de pessoa, e tenho na minha cabeça que se é brasileiro, eu sempre ajudo qualquer lutador, independente de qualquer coisa. Ele tava lá, todo pequeno que ele é, com aquela cara triste. Tinha que ajudar.
Tinha todo um trâmite, uma documentação para acertar com o UFC, então peguei e fiz tudo com ele. Também levamos ele para treinar com o Toquinho e tudo mais.
Ele foi muito determinado, um guerreiro mesmo. Passou por tudo isso e ainda deu um show lá no octógono. Tem tudo para ser um astro do UFC, o campeão dos moscas.
Achei injusto que ele perdesse o prêmio por não bater o peso. Fui lá no pessoal do UFC, expliquei tudo o que ele passou, que não era culpa dele, e no final deram o cheque.
O pessoal do meu staff também o ajudou com esse pagamento, pois aquele cheque no Brasil não vale nada. Foram lá, abriram uma conta para ele no banco.
Ele estava com medo mesmo de ficar no hotel, de se perder, tanto que ele foi para o aeroporto e dormiu lá, porque o técnico dele só voltaria depois.
Foi uma das histórias mais bizarras que já passei no MMA, mas no final fiquei amigo dele. O cara é extremamente doce e merece brilhar muito ainda.








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